Os HPVs são vírus que podem vir a causar câncer de colo de útero – contudo, existe uma vacina que o previne

 

Imagem: Freepik

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O câncer é uma das doenças mais temidas da atualidade e, para muitos, seria um sonho que uma vacina capaz de prevenir ele fosse inventada. Mas e se isso já fosse possível – com pelo menos um dos tipos de câncer que afligem o ser humano? Em 2014 o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro iniciou a implementação da vacinação gratuita contra o HPV!

O HPV (ou papilomavírus humano) é um nome genérico dado a mais de 150 tipos diferentes de vírus que podem provocar verrugas na pele, nas regiões orais e genitais – que são extremamente perigosas, por sinal, porque são precursoras de tumores malignos no colo do útero e no órgão genital masculino.

Apesar de serem facilmente reconhecíveis em homens, as mulheres enfrentam o problema de apenas o exame Papanicolau, a colonoscopia e outros exames mais sofisticados, conseguirem diagnosticar este problema. Então, a chance de que se espalhe por todo o trato genital e chegue ao colo do útero é grande.

Porém, é importante frisar que nem todos os HPVs estão ligados ao câncer. Na verdade, apenas os tipos 16 e 18 são os principais envolvidos. Coisas como a predisposição genética para câncer, imunidade baixa e tabagismo podem resultar em uma chance muito maior de contrair o vírus do HPV e ele se desenvolver para o câncer. Contudo, até 80% das mulheres que acabam sendo infectadas eliminam o HPV de forma espontânea em até dois anos – sem ao menos terem os sintomas.

A vacinação

Existem duas vacinas profiláticas contra o HPV que são registradas e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa):  a quadrivalente, que protege contra os HPVs 6, 11, 16 e 18, e a bivalente, que protege contra os HPVs 16 e 18. Como já dito, o SUS começou em 2014 a implementação da medida de proteção gratuita para meninas de 9 a 13 anos com a versão quadrivalente. A escolha da faixa etária se deu pela alta produção de anticorpos e pela menor chance de ter havido exposição ao vírus por meio de relações sexuais.

Em 2017 as meninas de 14 anos também foram incluídas, além dos meninos com idade entre 11 e 14 anos também serem colocados no esquema de vacina.

Vacinação na América Latina

Contudo, em toda a América Latina a vacinação contra o HPV está sendo subutilizada. É uma ferramenta extremamente eficiente, mas que não atinge seu potencial máximo. A região tem um histórico sólido e conciso de imunização por vacinas, mas as doses necessárias para prevenir as pessoas contra o HPV acabam indo de encontro com a falta de informação – uma associação infundada é feita ao associá-la com o início da vida sexual de meninas, por isso há dificuldade em alcançar o público alvo, que não frequenta mais com tanta frequência os postos de saúde.

Nesta parte do continente americano o HPV é uma das principais causas de câncer, principalmente no colo do útero, que o terceiro tipo de câncer mais frequente no Brasil. A infecção pelo vírus na região é duas vezes maior que a média mundial.

Por isso é tão importante falar sobre a campanha de vacinação entre os mais novos e conscientizar a população sobre a importância na prevenção de uma doença devastadora como o câncer.

 

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