Prática inquestionável até pouco tempo atrás, atualmente a vacinação infantil vem sofrendo ataques devido à desinformação disseminada através das redes sociais. Com todas as dúvidas que são levantadas a respeito de sua eficácia nesses conteúdos, diversas famílias têm condenado e evitado a imunização de seus filhos.

Adotada como medida básica de saúde desde o século 18, a vacinação provocou reações diversas ao longo da sua história – mas, por seus efeitos positivos a longo prazo, se consolidou como algo necessário e geralmente bem-aceito. A mais recente tendência antivacina demonstra o poder de influência da Internet, que não anda necessariamente de mãos dadas com a boa informação.

Mas o que leva essas famílias a realizarem esse tipo de escolha? Existem consequências para quem não vacina seus filhos? Quais os perigos da não imunização das crianças?

 

O que leva a não vacinar?

Como apontado anteriormente, o grande motivo da não vacinação é a grande onda de desinformação a seu respeito.

Devemos levar em consideração que, entre as razões para o entendimento incorreto sobre a necessidade da prática e levando à tomada dessa decisão, estão:

  • Crenças religiosas;
  • Opiniões pessoais;
  • Razões filosóficas;

Observamos que boa parte dos motivos acima poderiam ser mudados com a apresentação de bons contrapontos, cientificamente acurados e de forma acessível, às teorias antivacina.

Outro grande catalisador é o medo de efeitos colaterais resultantes da vacinação; entre eles, o mais temido é que a medida possa causar autismo, um argumento que já foi comprovado como mentiroso.

Foi nos Estados Unidos que esse movimento tomou força e teve um crescimento expressivo. E no cenário nacional, qual é a situação?

 

Não vacinação no Brasil

Segundo dados divulgados pela Folha, sete vacinas infantis não atingiram sua meta de alcance no país em 2018, em contraste com os três anos anteriores em que a meta de imunização foi alcançada.

Mas o que leva a estes baixos números?

Mais uma vez, esse comportamento pode ser associado à onda de desinformação. É provável que a divulgação de dados incorretos esteja levando os brasileiros a não vacinarem seus filhos. Outro fator que pode ser apontado é a falsa sensação de segurança na população, que assume não existir nenhum tipo de risco de saúde por não ter contato com nenhuma pessoa contaminada pelas doenças que as vacinas protegem.

 

Quais são os maiores riscos dessa prática?

O principal risco desse comportamento é o retorno de doenças anteriormente dadas como erradicadas, mas existem muitos outros perigos que permeiam a disseminação dessa cultura.

O próprio contágio pelas doenças a que as vacinas imunizam não pode ser deixado de lado. Uma criança com imunidade baixa e alta chance de contaminação que entra em contato com outras crianças pode acabar espalhando a doença – algo que em teoria deveria estar totalmente controlado, criando assim uma situação que viola a segurança de saúde da população.

 

Visto isso, e agora?

A melhor atitude a ser tomada é a própria vacinação.

Conviver em meios que favoreçam o contágio por si mesmos já oferece perigo, então o melhor é evitar as zonas de risco e as pessoas que podem ou não ter sido vacinadas recentemente.

Uma estratégia válida é tentar ajudar na luta contra a desinformação, explicando as consequências de forma didática e mostrando as falhas nos dados transmitidos pela comunidade antivacina aos seus conhecidos que possam ser simpatizantes dessa ideologia.