Movimento surgiu na Austrália, em 2003, e procura despertar nos homens a preocupação em cuidar da saúde, principalmente no combate ao câncer de próstata.

Presente no Brasil desde o ano de 2008, a Campanha Novembro Azul, na verdade, surgiu na Austrália, em 2003, em meio a semana de alerta sobre o combate ao Câncer de Próstata. Idealizado pela ONG ‘Movember Foudation’, umas das 500 maiores ONGs do mundo, o movimento tem o objetivo de chamar a atenção para doenças essencialmente masculinas, além de arrecadar fundos para projetos de prevenção e diagnóstico precoce do câncer masculino.

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Imagem: Shutterstock

 

O símbolo da campanha é o bigode e o Novembro Azul ganhou o mundo com a adesão de países como Canadá, Nova Zelândia, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos, Finlândia, Holanda, África do Sul, Bélgica, Singapura e França. No Brasil, a campanha foi endossada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, que passou a iluminar de azul diversos monumentos nas principais cidades do país e a promover o apoio de diversas celebridades, além da realização de diversas ações de ativação da campanha e divulgação nas redes sociais.

Apesar do sucesso da campanha, o movimento Novembro Azul chegou a ser repudiado pelo Ministério da Saúde pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) ao promover o rastreamento do câncer de próstata. O argumento das duas instituições esteve pautado na ausência de indicações científicas para a realização do rastreio da doença. Ainda assim, a campanha segue cada vez mais forte a cada ano, e além das orientações sobre a prevenção e combate ao câncer de próstata, também chama atenção para necessidade do homem em cuidar da própria saúde, atentando também para doenças essencialmente masculinas como o câncer de pênis, de testículos, depressão masculina, entre outras.

Câncer de Próstata

Segundo dados do INCA, o câncer de próstata é o mais comum e a segunda maio causa de óbitos oncológicos no sexo masculino. Só no Brasil foram cerca de 61.200 novos casos no último ano. Isso representa quase 29% dos casos de câncer em homens, ficando atrás apenas no câncer de pele não-melanoma. Apesar do declínio de diagnósticos tardios, cerca de 25% dos pacientes ainda morrem devido à doença.

Embora ainda persista a polêmica em relação ao Novembro Azul, a Sociedade Brasileira de Urologia reforça as orientações repassadas pela campanha e que recomendam que homens a partir de 50 anos devam procurar um profissional especializado para avaliação individualizada. Homens negros ou com parentes de primeiro grau que tem ou tiveram a doença devem procurar um médico a partir dos 45 anos.

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