É praticamente um conhecimento universal o fato de que uma boa dieta é sinônimo de uma vida mais saudável. Consumir certos alimentos – e evitar outros – é um hábito que temos que manter no dia a dia, como ter uma dieta rica em cálcio e evitar o excesso de sal, por exemplo.

Não à toa, o próprio Ministério da Saúde faz esforços com cartilhas e ações com o intuito de promover a alimentação saudável entre a população brasileira. Isso mostra que uma boa dieta chega a ser uma questão de saúde pública.

A importância de uma boa dieta na luta contra o câncer

Mas hoje falaremos de um benefício aparentemente inédito que uma boa dieta pode trazer, descoberto por pesquisadores da Universidade de Cambridge, do Reino Unido.

De acordo com o que nos fala a BBC, os cientistas descobriram que uma dieta com baixo consumo de aspargina (um nutriente encontrado em carne, ovos, frutos do mar e outros alimentos mais específicos, como o aspargo) pode retardar efeitos do câncer.

O estudo é inicial e obteve resultados apenas com animais de laboratório, mas parece apontar para algo realmente promissor.

Boa dieta é essencial na luta contra o câncer

Os aspargos são ricos em asparagina, o nutriente que contribui para o desenvolvimento de câncer.

Em animais com tumores em estágios iniciais, os pesquisadores observaram que a falta da aspargina impedia que a doença se espalhasse e começasse a afetar outras áreas do corpo – num processo conhecido como metástase. É como se o nutriente fosse responsável por alimentar o câncer.

“No futuro, modificando a dieta de um paciente ou usando drogas que mudam a maneira como as células cancerígenas podem acessar esses nutrientes, esperamos melhorar os resultados na terapia.”, disse o pesquisador Greg Hannon à BBC.

Relação da doença com a alimentação

O ponto mais crucial da descoberta é que ela deixa a ciência mais próxima de confirmar algo que já se suspeita muito: o desenvolvimento do câncer depende de nutrientes da nossa dieta diária.

Um outro estudo também ajuda a confirmar esta hipótese. Pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, observaram que não consumir os aminoácidos serina e glicina ajudou a retardar o desenvolvimento de linfoma e câncer intestinal.

Mesmo assim, como essas hipóteses ainda são difíceis de confirmar em humanos, eles ainda não sugerem que as pessoas sigam dietas radicais para evitar o consumo desses nutrientes. O ideal, acima de tudo, é que todos tenham uma boa dieta.

“Não recomendamos aos pacientes excluírem totalmente qualquer grupo de alimentos de suas dietas sem falar com seus médicos”, disse Baroness Delyth Morgan, que trabalha com a Breast Cancer Now, uma instituição britânica que trabalha para combater o câncer de mama.

No entanto, o mais importante é que essas pesquisas ajudam os médicos a saber medicar os pacientes que sofrem de câncer.

O mais importante, acima de tudo, é que as pessoas com a doença procurem tratamento logo no início, já que as chances de curar um câncer em estágio inicial são altas.


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